Me entende...Amor
Amor,eu sempre me jogo em teus braços...presa aos teus laços
Você não me quer de verdade ...Mas sabe que estarei sempre a teu dispor...
Com seus fetiches me prende e seduzis-me ameaçando amar-me,jurando me deixar louca por você
Na verdade ...sou apenas a tua vaidade
Amor,eu sempre me jogo em teus braços...presa aos teus laços
Você não me quer de verdade ...Mas sabe que estarei sempre a teu dispor...
Com seus fetiches me prende e seduzis-me ameaçando amar-me,jurando me deixar louca por você
Na verdade ...sou apenas a tua vaidade
O meu sonho
Enquanto dormia, surgiste de forma doce no meu sonho… ligaste-me a meio da noite, carinhosamente a perguntar se eu estava bem. Foi uma conversa curta, mas muito agradável, fizeste uma breve passagem pelo meu sonho que foi suficiente para passar o resto da noite em branco.
Mas o meu verdadeiro sonho é outro. Gostava de poder passear ao teu lado sem ser julgada, mesmo que fosse apenas como amiga… gostava de não ter de pensar no que está errado, no que a sociedade não aceita e no que as outras pessoas pensam. No meu sonho, satisfazíamos só a nossa vontade, a minha e a tua vontade de estarmos os dois juntos, sem que para isso, outras pessoas saíssem magoadas, no meu sonho, esta relação seria bem aceite por todos e assim seria feliz… contigo! Seria muito mais fácil lidar com este problema, se não tivesse que dar contas a ninguém… No meu sonho, não iria deixar nunca de parte os bons momentos da minha vida, não te expulsava dos meus pensamentos e do meu dia-a-dia, não mandava embora da minha vida, alguém de quem gosto muito.
Mas de volta à realidade… não é permitido sonhar tão alto! Na minha estúpida realidade, não posso ficar contigo… és para mim uma miragem, és um sonho do qual pude viver um bocadinho, para saber como era e que agora acabou… não me dão tempo para mais, a história ficou a meio contra a vontade dos dois, mas a isso fomos obrigados. Não dá para repetir, para voltar a atrás, para saborear mais um pouco, nada mais é permitido neste sonho que forçosamente acabou.
O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito.
A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta.
O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.
Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca – ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente:
não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto.
E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir – sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça –, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo.
Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo.
O JEITO DELES
Martha Medeiros
Martha Medeiros
A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta.
O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.
Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca – ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente:
não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto.
E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir – sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça –, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo.
Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo.
